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2005年7月 Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo Falsas esperanças, estúpidas confianças Nunca perto de você, nunca desejando você Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo Hoje, remotas felicidades Amanhã, não tenho nada Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo O prazer daquele beijo sujo Impotente perante a nossa insanidade Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo Todo dia a mesma viagem Todo dia o mesmo discurso Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo Sozinha ao vento Sozinha com minhas mãos Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo Suas palavras irritantes Meu nojo, sua repugnância Eu quero viver longe disso tudo Me deixe viver longe disso tudo O vazio que nunca se acalma Minha alma que nunca descansa Eu quero morrer longe disso tudo Me deixe morrer longe disso tudo
2005年6月
" Trás amanhã e trás amanhã de novo, Vai, a pequenos passos, dia a dia, Até a última sílaba do tempo; Inscrito. E todos esses nossos ontens Têm alumiado aos tontos que nós somos Nosso caminho para o pó da morte. Breve candeia, apaga-te! Que a vida É uma sombra ambulante; um podre ator Que gesticula em cena uma hora ou duas, De bulha e fúria, dito por um louco, Significando nada."
Willian Shakespeare, Macbeth, ato V, cena V

2005年6月 O piano desafinado. A poeira que ainda resta sobre ele. E ela toca. O amor lhe dói agudo mais uma vez. E ela sabe que é assim. As mãos não conseguem fazer soar no piano a melodia que o coração sente, mas os ouvidos fingem escutar música agradável. Sozinha no escuro ela pensa “Eu vou passar bem rápido pelo escuro assim ninguém vai poder me pegar. Nem o diabo, nem nenhum morto.” - Por que você está correndo, menina? Vergonha de seu medo. Alguém algum dia lhe contou que todo mundo tem medo? A Menina tem medo. Quando briga tem medo. Quando perde o controle tem medo. E chora lágrimas de quem não entende nada. Por que os pais eram separados dela? Por que ela tinha que aceitar ordens de alguém que não é nem seu pai, nem sua mãe? Ela não quer que eles voltem a se casar. Eles só podiam não estar separados dela. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro num quadro acima da cama. A Menina fazia catequese e a “tia” disse que ter fé era dar um passo no escuro. “Eu tenho medo do escuro! Eu tenho medo do escuro!” A “tia” disse que a gente tem que crer em nosso Senhor Jesus Cristo para nossa salvação. A santíssima Trindade. “Eu meu pai e minha mãe? Como pode ter três deuses em um?” A “tia” disse que a gente tem que ter fé, que fé é o passo no escuro. “eu tenho medo do escuro! Eu tenho medo do escuro! Eu não tenho fé???!!” Mas e se ela chorar e rezar o terço cor-de-rosa que a professora de piano lhe deu, será que pode pelo menos dormir tranqüila? O terço é lindo! As pedras têm cores de rosa que são muitos tons refletindo outras cores na luz – e não no escuro. Não são como o terço feio da Avó. Terço azul de plástico. Azul de bugiganga de plástico. Plástico azul do espremedor de laranja que também é velho e sujo. A professora de piano, que era freira, foi quem deu a ela o terço. A Irmã gostava da Menina. Da criança alegre e inteligente que ela era. Os outros alunos reclamavam que a Irmã era brava, mas com a Menina era só de vez em quando, quando ela não tinha estudado nada mesmo. E, mesmo quando ela fica brava, ela não achava que a Irmã era tão brava assim. A Avó era bem mais quando não queria estudar piano. E a Irmã sempre a deixa tocar um monte de músicas no final do ano. Na primeira audição de piano de sua vida a Menina tocou “Férias na Espanha”. A Irmã lhe deu uma música que considerava de nível mais adiantado que o dela. Falou que se não desse pra decorar, tudo bem. Chegando em casa, a Menina contou pra Avó, feliz da vida. E a Avó disse “como se não der pra decorar tudo bem? Você é capaz! Você decora! Vai mostrar pra todo mundo que você decora!”. A Avó não entrou no universo da Menina. Não percebeu que o grande acontecimento era que a professora a elogiava, e que a Menina estava feliz por isso. A Avó pulou essa etapa, não esperou que crescesse nela a vontade de decorar. Tão logo tocou a primeira vez a música, a vó já tomava a partitura da Menina e forçava-a a lembrar da música. Não vinha dela própria as vontades. De tanto chorar, tanto chorar, não entendia o que estava acontecendo. Chorava, apertava bem o olho pra sair a lágrima e parar de doer a cabeça e sair o azedo de dentro dela. De olhos fechados a única coisa que existia era a sua dor, a sua solidão. Quando abriu o olho estava lá sentada no banco do piano com as pernas balançando, de vestido branco, cabelo channel, e uma tiara de florzinha. Tocando tudo de cor. Junto às lembranças, analisa: “Minha vó sentiu orgulho, mas eu não estava mais feliz por isso.” No dia de sua formatura do curso piano sentia um choro preso na garganta. Era dia de festa e seu coração estava derrotado. A Menina gostava de um rapaz que não estava ali. Estavam a Avó e o Avô exibindo um orgulho bobo. A Amiga, que também se formava, estava chorando porque o pai dela não ia. “O meu também não! Nem minha mãe.” Mas a Amiga estava chorando porque os pais tinham brigado e pra a Menina era até fácil de entender uma briga, de aceitar, de fazer a Amiga se sentir melhor... a Amiga chorava porque a família poderia ser desfeita. A Menina chorava por nunca ter tido a família perfeita. Era um domingo de manhã. A Menina sai pra comprar jornal com sua irmã Caçula. A Caçula pergunta ao olhar para um homem, uma mulher e um bebê no carrinho: - A família deles é normal, né? - É isso o que você quer? Uma família normal? Então saia dessa família, que é menos um pra encher o saco! Como pôde responder a Caçula assim? Um dia ela mesma já quis a mesma coisa. É que a Menina às vezes se esquece que a Caçula só agora tem as idades que ela já teve há muito tempo. Às vezes se esquece que a Caçula fora criada diferente dela e que só agora ela começa a se defrontar com o que sofreu quando era muito, muito pequena. A Menina é e sempre será a filha primogênita, a neta primogênita. A mais velha que tem que cuidar da Caçula e dos primos. Cuidar para que os pais das crianças não pirem a cabeça deles como a dela. Tão pirada, tão perdida. Com coragem até demais. Às vezes lembranças, culpas, medos... Já não é mais tão Menina. Mas ela ainda tem medo do escuro. “Ele me levou pro escuro, eu tinha 15 anos”. A Nem-Tão-Menina estava fazendo o que sabia fazer e sentindo o que sabia sentir. Ela quis mais do que podia entender. E resolveu experimentar pra ver o que era. “Te levo prum lugar mais calmo. A casa de um amigo meu.” Ao ouvir isso pensou em cama macia e cheirosa. “Ele me comeu no quintal. Ele me levou pro escuro e não quis nem saber o que eu sabia fazer.” Mesmo assim às cegas, de um jeito de outro, foi do jeito dela. Ela foi por cima dele, depois ele por cima dela. Então a Nem-Tão-Menina finalmente estava fazendo e era bom de sentir. Depois ele saiu de dentro dela, vestiram as roupas e ele a limpou da terra, do suor, e do sangue. E como era pouco sangue, nem reparou que era a primeira vez dela. Aí cada um foi prum lado. Foi tudo normal. Normal demais. Como se ela tivesse feito isso a vida inteira. Estar lá era muito fácil. Sentir o bom da coisa também foi fácil. Mas então já tinha acabado. E o caminho de volta era escuro. Depois desse dia, ela viu que o que fazia falta era outra coisa. Naquela construção, a turma reunida e a Nem-Tão-Menina chegava junto com umas amigas. Tinham feito uma vaquinha pra comprar a droga. Estavam ali eles e o baseado. No escuro daquela construção a Nem-Tão-Menina sentia o cheiro que fazia tudo parecer mais parecido com o que era a vida dela. Sentados, deitados, esculachados no chão. O Veterano acendia, puxava e soltava, passava pro próximo à esquerda, depois dos piás, ela foi a primeira a pegar no cigarro. Só de pegar naquele baseadinho, ela já começava a sentir uma familiaridade. Fumaça sendo puxada pra dentro dela. “Prende, prende o máximo que você puder, senão não dá barato, depois solta!” A Nem-Tão-Menina pôde ver na cara do Veterano a expressão de desolação “Vocês que tão aí na primeira vez! Não entra nessa vida! Não entra nessa vida, não! Que você não consegue sair!” Foi tão sincero! Passou mais uma vez, mais outra. “Vamo embora?”. A Nem-Tão-Menina e as amigas saíram dali. Desceram a construção. E já no meio da rua, cada uma correu pra um lado, e uma terceira vomitava no chão. A Nem-Tão-Menina saiu correndo de volta pra festa da Igreja. Não se controlava, não controlava nada! As mãos tremiam, as caras, as vozes, as pessoas pareciam apontar pra ela. Era real? Era loucura? “Não venha sozinha pra casa!” Mas os passos iam sozinhos. Ela queria voltar pra casa. “Com quem eu vou voltar se não tenho ninguém?”. A casa era logo ali. Chegou em casa, a Avó perguntava: “Como foi de festa?” Não controlava nada, até sua própria casa parecia diferente, ainda tinha que falar com a Avó. “Inventou qualquer coisa pra chorar de emoção, foi pro quarto, pro escuro, e ainda que fechasse os olhos, ainda que os deixasse abertos via sempre as mesmas coisas, imagens estranhas, desenhos, computação gráfica, ela poderia ser como um computador. Mas o vento falava com ela. Uma repetida palavra que não se lembra mais... Queria dormir, mas enfrentou as maluquices a noite toda, até que dormira e acordara no outro dia. De novo no escuro do agora, é Mulher-Amarga. Mais um amor desfeito numa vida toda cheia de desilusões. Tudo o que sabia parece tão pequeno. Depois de dar passos no escuro não sabe mais o que esperar. Não sabe mais como o fazer. O medo do escuro a invade. Traz lembranças, traz a solidão. O medo do escuro persiste. Traz incertezas e um imenso vazio. Um piano desafinado chora junto com as lágrimas. As cordas, as mãos desacostumadas, as teclas amareladas. Tudo chora de medo do que virá. Medo do escuro final.
Isabela Mendes 
2005年6月 Quem essa dona que imagem reflete e que me completa no espelho do lago?
é fada? é demônio? é viva? é morta?
será que é miragem? concreta? palpável? ou inacessível?
Quem é essa peça tão indefinivel de quem visto a pele e habito a carcaça?
Eliane Stoducto

2005年6月 Eu voltei a sentir medo...sempre me persiguindu isso nunca vai passar? Você não percebe que meus olhos não te dizem nem metade da dor que eu sinto Eu não estou feliz e você não tem culpa Você apenas esta terminando o serviço sujo que fizeram com meu coração E eu continuo te querendo Olhando você penso como tudo aconteceu E choro ao perceber que o amanhã não existe Não quero viver em vão,não vou me dar por desejo Mas você testa o meu orgulho e me machuca sem querer Eu não sei mais o que sinto em relação a você Porque eu sinto você brincando com meu coração E ele se entrega,faz que não ta nem aí pra ilusão Coração tolo,se surpreendeu com a beleza da felicidade e e se perdeu no jardim de rosas vermelhas Começo a achar que não há remédio,morrerei sangrando,ferida pelos espinhos das lindas rosas que um dia enfeitaram a minha vida. 
2005年6月  Olho as estrelas ao redor da lua tâo distantes de mim...porém tão perto do meu sentir...fazendo carícias em cada face da lua, e secando cada lágrima de sua solidão, com cada faisquinha do seu brilho.. sentindo tamanha perfeição de afeição imagino se um dia ...bem ao longe...poderei sentir suas mãos me acariciando levemente a face, ou a faísca do brilho do seu olhar enxugando minhas lágrimas que um dia derramei por ventos que foram soprados á distância...onde a sombra das folhas secas do limoeiro no chão, invadiam meu pensamento e a sombra daquele vento sobre o vidro do carro da garagem escura me assustava... penso hoje em não querer mais sentir o vento frio sobre meu rosto ...quero sentir carícias da brisa leve que passou pelo meu peito agora, me fazendo brilhar os olhos de saudade daquela noite em que eu senti o seu beijo doce, naquela mesma garagem escura..que no vidro do carro velho já não refletia mais sombra....e sim a magia daquela noite! 2005年6月
Eu tive um sonho que não era em tudo um sonho O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas Vaguejavam escuras pelo espaço eterno, Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra Girava cega e negrejante no ar sem lua; Veio e foi-se a manhã - veio e não trouxe o dia; E os homens esqueceram as paixões, no horror Dessa desolação; e os corações esfriaram Numa prece egoísta que implorava luz: E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos, Os palácios dos reis coroados, as cabanas, As moradas, enfim, do gênero que fosse, Em chamas davam luz; cidades consumiam-se E os homens se juntavam juntos às casas ígneas Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro; Felizes quanto residiam bem à vista dos vulcões e de sua tocha montanhosa; Expectativa apavorada era a do mundo; queimavam-se as floresta - mas de hora em hora Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos Findavam num estrondo - e tudo era negror. À luz desesperante a fronte dos humanos Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos Neles batiam os clarões; alguns, por terra, Escondiam chorando os olhos,; apoiavam Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam; Muitos corriam para cá e para lá, Alimentando a pira, e a vista levantavam Com doida inquietação para o trevoso céu A mortalha de um mundo extinto; e então de novo Com maldições olhavam a poeira, e uivavam, Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos E cheias de terror voejavam junto ao solo, Batendo asas inúteis; as mais rudes feras Chegavam mansas e a tremer; rojavam víboras, E entrelaçavam-se por entre a multidão, Silvando, mas sem presas - e eram devoradas. E fartava-se a Guerra que cessara um tempo, E qualquer refeição comprava-se com sangue; E cada um sentava-se isolado e torvo, Empanturrando-se no escuro; o amor findara; A terra era uma idéia só - e era a de morte Imediata e inglória; e se cevava o mal Da fome em todas as entranhas; e morriam Os homens, insepultos sua carne e ossos; Os magros pelos magros eram devorados, Os cães salteavam os seus donos, exceto um, Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava Em guarda as bestas e aves e os famintos homens, Até a fome os levar, ou os que caíam mortos Atraírem seus dentes; ele não comia, Mas com um gemido comovente e longo, e um grito Rápido e desolado, e relambendo a mão Que já não o agradava em paga - ele morreu. Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois, Porém, de uma cidade enorme resistiram, Dois inimigos, que vieram encontrar-se Junto às brasas agonizantes de um altar Onde se haviam empilhado coisas santas Para um uso profano; eles as revolveram E trêmulos rasparam, com as mão esqueléticas, As débeis cinzas, e com um débil assoprar Para viver um nada, ergueram uma chama Que não passava de um arremedo; então alcançaram Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram O rosto um do outro - ao ver, gritaram e morreram - Morreram de sua própria e mútua hediondez, Sem um reconhecer o outro em cuja fronte Grafara a fome "diabo". O mundo se esvaziara, O populoso e forte era um informe massa, Sem estações nem árvore, erva, homem, vida, Massa informe de morte - um caos de argila dura. Pararam lagos, rios, oceanos: nada Mexia em suas profundezas silenciosas; Sem marujos, no mar as naus apodreciam, Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem, Dormiam nos abismos sem fazer mareta, Mortas as ondas, e as marés na sepultura, Que já findara sua lua senhoril. Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens Tiveram fim; a Escuridão não precisava De seu auxílio - as Trevas eram o Universo.
Lord Byron 
2005年6月 Quando me percebo viajando no meio da multidão só consigo enxergar ele alí...todo tímido.. parado na porta de sua sala, olhando pro nada... horizonte sem cessar, no negro de seus olhos, profundo olhar intimidante, intimida eu que tímida, medo teria de me aproximar...e sem saber que...
quem ao longe ele olhava...era eu de qeum ele almejava um olhar...era o meu e quem tímida, intimidava...era eu e o bejo q ele sonhava...era o meu!
Hoje fujo dos meus pensamentos pra naum acreditar que o perdi...perdi na névoa branca, cristal frio... que cobre o verde, verde da grama que brota da terra molhada cobrindo a madeira q aquece seu corpo agora... e nesse instante eu choro...sabendo que...
quem ao longe ele olhava...era eu de quem ele almejava um olhar...era o meu e quem tímida...intimidava...era eu e o bejo q ele sonhava...era o meu!
 
2005年5月 Sozinha nas ruas observo as pessoas... todas fúteis e iguas fazendo sempre as mesmas coisas!!!
Nã quero essa vida... eu sou diferente! prefiro viver sozinha, a ficar do lado dessa gente!!!
Minha vida é diferente tenhu um diário negro onde escrevo todos os meus segredos converso com espíritos no meu querto que sabem de tudo o q eu faço!
Encontro anjos negros e neles todos eu ponho medo Encontro vampiros no meu quarto querendo mudar o q eu faço
tenho cabelos vermelhos pinto minhas unhas de preto meu olhar é fatal... mas neles não há nenhum mal!
Quem me conhece sabe o q sou quem me ver...me julga ser.... luciferiana ou satanista...?!? não sou nenhum desses.... sou uma menina... uma bruxa vivida!!! 
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